Produções Incendiárias
Produções Incendiárias
Leia aqui um poema de "púrpura pérfida", de Helena Valmont:
Alergia à pimenta
Com fundo doce, como compota de cereja
Quem a fez, pensou em bicos de pimenta
Não há água que sacie a sede
Nem que tire o queimar da língua
Silhueta que aparece em sombra
Atrás da minha porta
Um fantasma que conversa sem resposta
Se estou delirando, deixe-me no delírio
Se na loucura posso te ter, não me tire de lá
Vens até mim e não dizes mais nada
Me chamo Helena, acho meu nome uma poesia à parte, talvez não tivesse outro destino se não o de escrever. Comecei a escrever sem muita pretensão, na verdade era um jeito de entender os nós que minha cabeça jogava e eu me divertia nesse laboratório de testar quem era Valmont e como eu usava minhas paixões nesse universo, como o cinema, a música e palavras de outros textos tão intensos quanto. Me vejo como uma produção do David Lynch: etérea, estésica e simplesmente, Helena.